Alguns episódios que marcaram a minha adolescência em Pompéia, SP. Lembranças de momentos felizes e outros assuntos...

Thursday, February 5, 2015

Fronteiras “desprotegidas”

   Recentemente fiz uma viagem a trabalho até o norte do Estado de Washington, na fronteira com o Canadá. Fui justamente para conhecer a fronteira, e como ela é aberta e aparenta ser totalmente desprotegida.
Fronteira
   Esta foto mostra bem como é a coisa. A fronteira é só uma valeta entre os dois países, uma valeta de meio metro de profundidade e cerca de 80 centimetros de largura, que qualquer pessoa pode atravessar dando um pequeno salto. A rua fica no Canadá, e o campo aberto que se vê à esquerda fica nos Estados Unidos. A valeta é a fronteira.
   Então, qualquer pessoa pode saltar de um país para o outro? Não. É ilegal atravessar a fronteira nesses lugares. É preciso procurar um posto fronteiriço que, neste caso, fica a uns 8 km de distância.
   Há casos de pessoas que moram nos dois lados da rua, que são parentes, que podem conversar através da valeta, mas que não podem atravessar a valeta. Têm que dar a volta até o posto de fronteira. Isso acontece toda hora, especialmente quando há festa de um lado ou do outro e as pessoas dos dois lados querem se reunir..
   Ninguém cruza legalmente essas valetas. Ilegalmente, a história é outra. Esses locais são muito procurados por traficantes de drogas e gente que faz tráfico de pessoas. Em virtude da elevada incidência desses crimes, não existe a tal de “fronteira desprotegida”.
  De fato, nesses locais há um patrulhamento intenso, além de todo tipo de aparelhamento eletrônico. Câmeras com capacidade para visão noturna, microfones, sensores de movimento e até pequenos sismógrafos para registrar a vibração dos passos das pessoas.
    Peace ArchNo local onde há um posto fronteiriço, entre as cidades de Blaine, em Washington e White Rock, na Colúmbia Britânica, há um parque, chamado de Arco da Paz, e um “Arco da Paz” instalado exatamente na fronteira. Nesse local, qualquer visitante pode descer do carro, ver a valeta que marca a fronteira e tirar quantas fotos quiser. Mas, atravessar a fronteira a pé nesse parque é proibido. Só de carro, passando pela anfândega de ambos os países.
   Também estive em El Paso, no Texas, conhecendo o sistema de proteção de fonteiras. Vi um trecho da chamada ‘terra de ninguém” uma faixa que separa os dois países e que é constantemente vigiada pelo Serviço de Proteção de Fronteiras, dos Estados Unidos.
   A região de El Paso, no Texas e Ciudad Juarez, em Chihuahua, é bastante violenta e registra elevado índice de contrabando, tráfico de drogas e movimento ilegal de pessoas. Mas, apesar disso, também tem um local onde a fronteira parece não ter qualquer tipo de proteção e pode ser atravessada a pé. Ali não há sequer uma valeta, como no Canadá. A fronteira  é apenas um marco de pedra, com  os nomes dos dois países, um de cada lado.
   Mas também é proibido atravessar de um lado para o outro desse marco, mesmo que seja só para tirar uma foto. Assim como na fronteira com o Canadá, a vigilância é constante e são usados os mais complexos equipamentos eletrônicos para vigiar esse ponto da fronteira, ainda que, para o turista, ela pareça ser totalmente desprotegida.

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